Mini-deriva inicial + 2 desenhos de observação
A Teoria da Deriva, escrita por Guy Debord em 1958, propõe uma forma de explorar a cidade de maneira livre e espontânea, sem um destino definido. A ideia é “deixar-se levar” pelos caminhos, sons e estímulos do espaço urbano, observando como ele influencia nossas emoções e comportamentos. Para Debord, a deriva é uma forma de resistir à rotina e ao controle do espaço urbano, redescobrindo a cidade através da experiência sensível e do acaso. É, ao mesmo tempo, um ato poético e político, que busca libertar o indivíduo da rigidez dos usos impostos pela sociedade capitalista.
O percurso que fiz no Parque Municipal de Belo Horizonte, foi feito de forma espontânea, sem um pensamento prévio. Iniciei a deriva pelo teatro, onde tive diferentes possibilidades de caminho e fui seguindo o que mais me interessava. Essa primeira escolha foi feita com base no que eu estava vendo e na minha imaginação, o que aquele caminho me gerava de curiosidade. Ao longo do percurso, passei por diversos brinquedo, o que me gerou um pensamento: o que as pessoas que estavam passando por lá iam fazer, qual era o destino final delas. A partir daí a minha deriva foi totalmente centrada em entender o caminho das outras pessoas. A maior parte das pessoas que segui estavam no parque para caminhada, praticar um esporte, e, por isso, não tinham um objetivo claro, um lugar especifico que ela queriam ir. Outra parcela estava no parque para cortar caminho, o que fazia com que eu as acompanhassem apenas até a saída do lugar.
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